Coronavírus: E contra a pressão, não vai nada, nada, nada?

Olá famílias

É de nós, ou dizer que estamos entre a espada e a parede sabe a pouco? Isto não parece mais uma daquelas cenas estilo Indiana Jones, prestes a ser espremido por uma espécie de pirâmide maldita? Só que não é uma pirâmide, é mais um prisma hexagonal (ah pois é, há tempos não escreveríamos isto, mas agora que as fichas de matemática invadiram a nossa casa, há todo um novo vocabulário constantemente presente).

Ele é uns, de um lado, a dizer que não estamos de férias. Outros, que agora temos o tempo que sempre lamentamos não ter. Uns a pressionar para ficar em casa, por nós, por todos. Outros para sair, porque continuam a trabalhar, a fazer a economia rolar e nós aqui. Kits de quarentena, quadros de rotinas, regras e tarefas, projetos e atividades, ementas, plataformas de trabalho e ensino à distância, não esconder a verdade das crianças, mas procurar não as assustar… Já podemos arrancar cabelos?

E nos entretantos, vamo-nos criticando. Aos que saem, que são sobretudo os mais velhos, apesar de serem também os mais solitários e vulneráveis, com menos alternativas. De uma forma geral, a sociedade pouco se tem importado com eles. Agora, que são até o grupo de maior risco, dizemos que são irresponsáveis e mesmo egoístas. Aos que estão presos em casa, com várias crianças, trabalhos da escola, pendências do emprego, famílias monoparentais, e muitos com medo de ficar sem rendimento, já para não falar de casas em que há agressores. Tratamos todos por igual. Lamechas ingratos, que estão seguros e confortáveis, agarrados ao telemóvel, sem pensar em quem dá o corpo às balas.

Se há uma banda sonora para isto só pode ser:

De que precisamos então? Pois que, surpreendentemente, parece que continuamos a precisar de tempo!!! Tempo para parar, refletir e adaptarmo-nos. Em áreas que não são de emergência (e lamento mas, apesar do que possa parecer, a educação, por exemplo, não está em situação de emergência, pelo menos não ainda ou não mais do que já estava), podemos certamente ir com mais calma.

Fiquemos então, para já, com esta ideia, retirada daqui: “O que nos mantém fisicamente seguros contra o vírus interrompe muitas das conexões humanas de que precisamos para nos sentirmos emocionalmente seguros, lidar com o stress e controlar o medo.

Então, vamos calçar os sapatos uns do outro, compreender, pensar e agir em conjunto? Para ou contra a pressão, vamos todos, com tudo? Vêm connosco? Estamos mesmo aqui

Abraço apertado!

A Família [digital]